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Elon Musk defende a liberdade de expressão no Twitter e não agrada anunciantes

Elon Musk defende a liberdade de expressão no Twitter e não agrada anunciantes

O empresário Elon Musk, que se prepara para concluir a compra do Twitter, procurou tranquilizar os anunciantes, ao assegurar que quer permitir todas as formas de expressão na rede social sem a tornar numa plataforma "infernal".

É "importante para o futuro da civilização ter uma praça pública 'online' onde uma grande variedade de opiniões pode debater de forma saudável, sem recorrer à violência", sublinhou o dono da Tesla, numa mensagem dirigida especificamente às empresas que compram publicidade na rede social.

Elon mostrou ser defensor da liberdade de expressão, o empresário já manifestou vontade em flexibilizar a moderação de conteúdos, reacendendo preocupações sobre um possível ressurgimento de abusos e desinformação na plataforma.

Como exemplo, Musk abriu as portas para o regresso de Donald Trump, expulso do Twitter logo após o ataque ao Capitólio em janeiro de 2021.

Esta posição desencorajou os anunciantes, que muitas vezes procuram conteúdo consensual. Em 2021, as receitas publicitárias da empresa, que representaram cerca de 90% do volume de negócios, já caíram significativamente, entre a incerteza em torno da aquisição, o abrandamento da economia e as mudanças feitas pela Apple.

Há um "grande perigo" de crescente polarização nas redes sociais com a proeminência de conteúdo de extrema-direita e extrema-esquerda, apontou.

"Além de respeitar as leis, a nossa plataforma deve ser calorosa e acolhedora para todos", sublinhou o empresário aos anunciantes.