Prefeito Arthur Neto se manifesta e decreta 7 dias de luto oficial pela morte de Eduardo Campos

Eduardo Campos e eu sempre mantivemos uma conta corrente. Ou seja, um nunca deixou de estar ao lado do outro nos momentos mais duros. Essa grande, sólida e leal amizade começou com o avô dele, governador Miguel Arraes e meu pai, senador Arthur Virgilio Filho. Tive, aliás, jovem deputado que era, a imensa honra de ter sido colega de Arraes como congressista. Ele me dedicou uma afeição tão querida que foi com este espírito que recepcionei o seu jovem neto quando de sua chegada no Parlamento nacional.
Perdi um amigo leal, assim como Pernambuco perdeu seu filho mais ilustre e o Brasil viu aberta uma lacuna enorme no seu próprio futuro. Participei da homenagem a Eduardo não faz muito tempo em Manaus e o vi pela última vez em Brasília na posse do ministro Dias Toffoli na presidência do TSE. Jamais poderia suspeitar que estaria ali nosso último encontro.
Como prefeito decretei luto oficial de sete dias por essa perda irreparável. Como amigo engoli o pranto ouvindo o pranto de um dos companheiros mais leais de Eduardo, o ex-prefeito Serafim Corrêa. Irei ao seu enterro, pois é dever de homem público e é determinação do amor fraterno. Que Deus abra os mais iluminados caminhos da eternidade para uma pessoa generosa, digna, feliz, dedicada e cheia de um futuro que não sei porque lhe foi negado pelo destino. Seu ciclo conosco foi curto e me deixa pesaroso e em melancolia. Tenho certeza, porém, de que sua breve passagem pela Terra valeu muito a pena para quem consegue compreender a capacidade de fazer história deste moço tão talentoso e com sorriso do otimismo perenemente marcando a sua face e seus gestos.
