China fala de 'infração severa' à sua soberania, com visita de Pelosi a Taiwan e anuncia ações militares
Em uma visita não divulgada e sob ameaças da China, um avião da Força Aérea dos Estados Unidos transportando a presidente da Câmara dos Representantes do país, Nancy Pelosi, chegou na manhã desta terça-feira (2) a Taiwan.
Pelosi chegou a Taiwan por volta das 22h30 no horário local (11h30 de Brasília). Na manhã de quarta-feira (3), ela se reunirá com o governo da ilha e visitará o Parlamento local.
O governo chinês disse que seus aviões de guerra sobrevoaram a linha que divide o Estreito de Taiwan (veja mais abaixo).
"A visita de nossa delegação do Congresso a Taiwan honra o compromisso independente dos EUA em apoiar a democracia vibrante de Taiwan", disse Pelosi após pousar na ilha. "Nossa solidariedade com os 23 milhões de moradores de Taiwan é mais importante do que nunca, em um momento no qual o mundo encara uma escolha entre a autocracia e a democracia".
Desde a semana passada, o governo chinês vem fazendo ameaças aos EUA caso a presidente da Câmara fosse à Taiwan, que Pequim considera parte de seu território. Para os chineses, a visita é uma provocação.
Reação chinesa
Houve pelo menos duas respostas do governo chinês: uma do Ministério dos Negócios Estrangeiros e outra do Ministério da Defesa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China disse que a vista da americana é "uma violação severa do princípio de Uma Só China, infringe severamente a soberania e a integridade territorial da China, prejudica severamente a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, e emite um sinal severamente errado às forças secessionistas da 'independência de Taiwan'".
