Terceira edição dos Jogos Interculturais Indígenas acontece neste final de semana
Os Jogos Interculturais Indígenas chegam à terceira edição este ano e serão realizados neste final de semana (25, 26), na Comunidade do Livramento. O evento, promovido pela Prefeitura de Manaus, através da Secretaria Municipal de Desporto, Lazer e Juventude (Semdej), vai reunir mais de 15 comunidades indígenas, totalizando uma média de 500 pessoas por dia.
Além de proporcionar lazer para os nativos, os Jogos Interculturais Indígenas tem papel social. Segundo o coordenador do evento, Eldo Gomes Cabral, os jogos têm o objetivo de valorizar a cultura desses povos. “Muitas pessoas acham que os indígenas são todos iguais. Mas isso não é verdade. Cada comunidade tem sua própria cultura e costume, e os Jogos são uma forma de promover o intercâmbio entre elas”, explica o professor.
Ainda de acordo com o coordenador, os Jogos são aguardados com ansiedade pelos nativos, que fazem questão de participar. Entre as provas dos jogos, além das já citadas, estão: a corrida de 80 metros, corrida de saco, salto em distância, voleibol, futebol e natação. Os vencedores ganharão medalhas e serão oferecidos troféus para as comunidades participantes.
Como nas edições anteriores, os jogos desse ano acontecerão na Comunidade do Livramento. Ônibus e barcos serão disponibilizados gratuitamente para os participantes. O ônibus passará pelas comunidades indígenas primeiramente, e depois seguirá em direção à Marina do Davi, onde os “competidores” embarcarão com destino ao Livramento.
Entenda algumas provas tradicionais indígenas
- Arco e Flecha: Arma muito utilizada para caça, rituais e para a guerra. Na maioria das tribos o arco é feito de caule de Palmeira (tucum), mas existem algumas exceções: podem ser usados o aratazeiro, o pau-ferro, o ipê-amarelo e a aruerinha. O tamanho do arco varia de acordo com o uso que se fará do arco e com o costume da tribo. A flecha é feita de bambu, com variações nas pontas.
- Cabo de Guerra: É disputada em equipe, cujo objetivo é o de medir a força física dos participantes. Vencer o cabo de guerra significa ter os índios mais bem preparados para o confronto físico, e por isso é uma das provas mais esperadas dos Jogos.
- Canoagem: A canoa é o meio de transporte mais utilizado pelas tribos indígenas. Porém, o tipo de canoa e o material utilizado para sua fabricação é bastante variável.
- Peconha: Técnica amplamente utilizada para coleta de recursos vegetais de espécies, vai fazer partir dos jogos. Assim, aquele que conseguir escalar mais rápido a árvore, será o vencedor.
- Zarabatana: Uma prova individual onde o participante se posiciona a 20 ou 30 metros do alvo – normalmente uma melancia pendurada em um tripé. O objetivo é atingir o alvo o maior número de vezes. A zarabatana é uma arma artesanal parecida com um cano de aproximadamente 2,5 metros de comprimento. No orifício do cano (de madeira) se introduz uma pequena seta de 15 centímetros. Os índios usam bastante a zarabatana para caçar aves, já que ela é silenciosa e precisa.
- Arremesso de lança: Os instrumentos não serão padronizados para este evento. Logo, cada etnia vai usar o material que preferir e achar útil. Ganha o participante que fizer o lançamento mais distante.
