Petrobras quer aumento, mas negocia um freio nos reajustes
Ainda essa semana a Petrobras pretende elevar os preços dos combustíveis, de acordo com fontes do setor, esse tema é motivo de conversas entre os executivos da estatal e de membros do governo.
A defasagem do preço seria o argumento, que já atingiu um dos maiores patamares da última década. O preço do petróleo abriu a semana a US$ 130 por barril no mercado internacional.
Os Preços dos combustíveis batem recorde em Portugal e população faz fila para abastecer. No mundo inteiro, países adotam medidas para conter alta da gasolina e do gás
De acordo com dados da Abicom, a associação que reúne os importadores, o preço da gasolina vendida no Brasil está 26% menor em relação aos valores internacionais. No caso do diesel, a diferença é de 30%.
Segunda uma fonte, a estatal e o governo vão tentar fazer uma "bola dividida". Ou seja, explicou essa fonte, a estatal repassaria parte do aumento e o governo usaria mecanismo feito na época do governo de Michel Temer, quando governo pagou o subsídio.
A ideia, que ainda está sendo discutida e não tem um consenso geral, é formular uma espécie de tabela fixa e parte do aumento ser bancado pelos dividendos da estatal. Em 2018, na gestão Temer, a solução foi usada para evitar uma greve dos caminhoneiros.
Dentro da Petrobras, a intenção é elevar os preços, mas o tema segue sensível dentro do governo. Por isso, a companhia tenta uma articulação com a União.
Por outro lado, até ontem, a leitura da companhia é que a política de preços da estatal estaria mantida.
O útimo reajuste dos combustíveis nas refinarias feito pela Petrobras ocorreu no dia 12 de janeiro. Na ocasião, o valor do litro do diesel subiu de R$ 3,34 para R$ 3,61. No caso da gasolina, o preço pulou de R$ 3,09 para R$ 3,24.
