Janeiro 17

Categoria: Saúde

Crianças de 5 a 11 anos, com comorbidades e deficiências, começam a ser vacinadas contra a Covid-19 nesta segunda (17)


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A Prefeitura de Manaus abre a vacinação de crianças contra a Covid-19, nesta segunda-feira, 17, contemplando, inicialmente, as de 5 a 11 anos que apresentem comorbidades ou deficiências (PcDs).  A vacina será oferecida em quatro locais estratégicos, onde a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) montou ambientes exclusivos, lúdicos e adequados às exigências de segurança estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS) – Parque Cidade da Criança, zona Sul, Clube do Trabalhador-Sesi, na zona Leste, e Centro de Convivência Magdalena Arce Daou, na zona Oeste, com funcionamento das 9h às 16h; e no shopping Manaus Via Norte, zona Norte, das 10h às 16h. 

O prefeito de Manaus, David Almeida, que fará a abertura oficial da nova etapa da campanha, às 9h, no Parque Cidade da Criança, destaca o avanço da imunização contra a Covid-19 na capital, com mais de 3,4 milhões de doses aplicadas até o momento. “Esse primeiro ano foi um ano grande desafio, mas com organização, planejamento e o trabalho incansável dos nossos coordenadores, vacinadores e apoiadores, garantimos o esquema vacinal completo a mais de 80% das pessoas acima de 12 anos e agora, com muita alegria, avançamos para esse novo momento, que é oferecer proteção às nossas crianças”, ressalta.

A população de 5 a 11 anos residente em Manaus, conforme projeção do MS, é de 260.721 crianças e a meta da prefeitura é imunizar 90% desse público. O atendimento será escalonado e, depois dos menores com comorbidades e deficiências permanentes, serão vacinados os demais grupos prioritários, de acordo com a disponibilidade de vacinas. 

A ordem de atendimento após o primeiro grupo será: indígenas e quilombolas (grupo 2); crianças que vivem em instituições de longa permanência, como abrigos e orfanatos (grupo 3); e população geral na faixa etária recomendada (grupo 4), contemplando uma idade por vez, em ordem decrescente (de 11 a 5 anos).

A secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, informa que as equipes de coordenadores e vacinadores está treinada para o manejo da vacina. “A Anvisa fez uma série de recomendações de segurança, que vão desde o armazenamento até o ambiente e a aplicação das doses, e todas essas foram repassadas às nossas equipes durante o treinamento realizado ao longo da semana passada”. 

De acordo com Shádia, as salas de vacina serão exclusivas para a Pfizer pediátrica e em nenhum dos quatro pontos de vacinação haverá aplicação de outros tipos de imunizante. Os pais serão solicitados a verificar o frasco (na cor laranja) e a seringa a serem utilizados e também serão orientados quanto aos principais sintomas esperados, como dor ou vermelhidão no local da injeção, além de febre, dor de cabeça ou fadiga, comuns às demais vacinas. 

As crianças também deverão permanecer no local de vacinação por 20 minutos após a aplicação da vacina, para observação. “O público é delicado e precisamos ter o máximo cuidado em todas as etapas da vacinação”, reforçou a secretária, salientando que a vacina é segura e que os pais devem vacinar seus filhos para que estejam mais protegidos do novo coronavírus. 

 

Orientações 

A chefe da Divisão de Imunização da Semsa, enfermeira Isabel Hernandes, responsável pela coordenação da campanha de vacinação no município, orienta que as crianças devem estar saudáveis para receber a vacina e que não podem ter recebido outras vacinas do calendário infantil nos últimos 15 dias. 

As crianças devem ir ao ponto de vacinação acompanhadas de um dos pais ou de outro responsável maior de idade e estes devem apresentar documento de identificação. 

Para as crianças, os documentos obrigatórios são: certidão de nascimento ou documento de identificação original com foto; cartão nacional do SUS ou CPF, e a caderneta de vacinação. Além desses, para as crianças com comorbidades, é necessária a apresentação de laudo médico que comprove essa condição. As que têm deficiências (PcDs) não precisam apresentar laudo.

Estão incluídas na lista de prioridades do Ministério da Saúde, as seguintes comorbidades: diabetes mellitus, pneumopatias crônicas graves, hipertensão arterial resistente (HAR), hipertensão arterial estágio 3, hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade, doenças cardiovasculares (insuficiência cardíaca-IC, cor-pulmonale e hipertensão pulmonar, cardiopatia hipertensiva, síndromes coronarianas, valvopatias, miocardiopatias e pericardiopatias, doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas, arritmias cardíacas, cardiopatias congênita, próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados, doença cerebrovascular), doença renal crônica, imunossupressão, anemia falciforme, obesidade mórbida, síndrome de Down e cirrose hepática.

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