Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna
O Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas (Igoam) neste 28 de maio, Dia Internacional de Ação da Saúde da Mulher e Combate da Mortalidade Materna, faz uma alerta a sociedade sobre a morte materna, um fato grave, já que se trata de mulheres em idade reprodutiva que deveriam ter assegurado o direito a um parto saudável.
De acordo com o diretor-presidente do Igoam, César Dourado, o pré-natal é uma das principais ferramentas que contribuem com a redução da mortalidade materna, decorrente do parto e puerpério até 42 dias. "Nenhuma mulher deveria morrer em razão do parto no mundo atual e a maioria das mortes maternas podem ser evitadas, com o acompanhamento de um obstetra", disse.
Em 2012 houve 22 mortes maternas em Manaus (AM-DATASUS), e seguindo as estatísticas dos países em desenvolvimento as causas estavam relacionadas a hemorragia, infecção, hipertensão, malária, embolia e doenças pré-existentes.
A médica Obstetra do Igoam, doutora em Obstetrícia pela USP/SP e professora da disciplina de Obstetrícia na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ione Rodrigues Brum, acredita que os avanços na área da saúde proporcionam melhores condições no atendimento da mulher. "A medicina progrediu significativamente, porém fazendo um comparativo de 10 ou 15 anos atrás, muitos problemas também aumentaram, como mais adolescentes ficando grávidas de gestações não planejadas sem o apoio familiar, gestantes usuárias de drogas ilícitas e álcool, mulheres engravidando com idade mais avançada, obesas e com doenças pré-existentes a gestação", destacou.
De acordo com a Dra. Ione Brum embora o atendimento a grávida deva ser multiprofissional o acompanhamento do médico obstetra é imprescindível em todas as etapas, pois uma gravidez ou parto que vem evoluindo sem problemas pode apresentar, a qualquer momento, alguma complicação e o obstetra tem o conhecimento necessário para resguardar, com menores riscos, a vida tanto da mãe quanto do filho.
Outro fator preocupante apontado pela médica é de que muitas gestantes estão chegando ao parto sem consultas e acompanhamento necessário, o que poderá ser determinante no mal prognóstico para o binômio materno-fetal.
